Fala amante da música tudo bem com você? Pensando sobre o feriado da
consciênc ia negra, eu trago uma música que na minha opinião é muito
importante pois sua letra prega o pertinente argumento de que somos
iguais, e critica de forma metafórica pessoas que tem preconceito com
seus semelhantes. O nome da canção vem da letra grega Phi, que
representa uma constante matemática chamada proporção áurea, que é
utilizada para estabelecer harmonia em formas geométricas, desenhos,
construções arquitetônicas etc. Abre aspas para o Gustavo Bertoni “Eu
estava lendo um livro sobre a razão áurea, e comecei a escrever sobre
isso. Para mim, é algo ligado à empatia, à união, à natureza e ao
momento que vivemos.” fecha aspas. Ficou curioso pra letra dessa música? Então depois da vinheta eu analiso a letra completa pra vc. [Vinheta] phi,
trata de igualdade, empatia e esperança. Ao contrário do que a banda já
fez anteriormente com músicas distópicas, como A Luz e a Sombra, aqui a
composição imagina uma utopia onde as diferenças de crença, raça e
orientação sexual são deixadas de lado para dar lugar ás nossas
semelhanças, dando condições para um mundo onde o medo e o ódio não
possuem espaço. A música resgata os instrumentais utilizados em XXIII
(23) – música que abre o DVD Ao Vivo em Brasília. No princípio os fãs da
banda criaram toda uma mitologia e teoria da conspiração entre essa
introdução do DVD e a música phi. As iniciais PHI são, assim,
transformado em Phi, este símbolo foi escolhido para dar uma referência à
filosofia e a sabedoria. https://youtu.be/M_7i9VlffHU
Agora vamos analisar os versos:
Já que o todo está para o maior Como o maior está o menor Entre razões, fórmulas e mais O que me difere de você?
Gustavo
começa com uma reflexão curiosa que culmina em uma pergunta que muitos
fazem, mas ninguém sabe realmente listar de maneira concreta diferenças
que justifiquem as pessoas tratarem de forma desigual sujeito A ou B.
Em perfeita simetria foi Construído templos e portões O que então pretende separar Se a harmonia em nós está
Novamente
o eu lírico argumenta sobre pq as pessoas insistem em separar pessoas
se a harmonia está em nós, ou seja, somos iguais...não devemos segregar
ser humano A de ser humano B.
Cor, credo e quem você ama Não importará, portas se abrirão Livre sambe, sambe então
O
refrão me remete a música Imagine do John Lennon, se vc quiser que eu
análise é só deixar nos comentários...imaginar um mundo livre de
preconceitos abriria portas para uma harmonia. Para algumas pessoas
colocar a palavra sambe pareceu tola e estranha para uma banda de Rock,
porem o contexto desse refrão remete a figura de linguagem do samba ser
um ritmo festivo de dança, então se pensarmos dessa forma sambar seria
uma metáfora pra ser feliz quando todos realmente entenderem que somos
iguais.
Algo em nós que recusamos ver Não somos o melhor que podemos ser Tentamos esconder e justificar Os traços que julgamos nos separar
Novamente
o argumentos do Bertoni são incisivos e quebram paradigmas de que
sermos iguais não significa que somos perfeitos, e os traços aqui me
parecem ter relação com etnia, que realmente não separa as pessoas, pq
fulana tem o nariz grande, ou é negro,ou tem o olho puxado, esses traços
não nos separam, somos iguais.
Cantamos: Medo é falsa proteção Raiva fere a razão Ódio em nós está Precisamos nos curar
As
vezes dizemos que temos medos pra ficar numa zona de conforto, e pelo
simples fato de não querer abrir a cabeça pra novas possibilidades, a
raiva ferir a razão me fez lembrar Michael Corleone naquela frase que
diz pra não odeie seus inimigos pois afeta o raciocínio, aqui no verso é
a mesma coisa, a raiva só atrapalha seu raciocínio, sua razão. Esse ódio intrínseco só nos trás coisas negativas, então o eu lírico propõem que devemos nos curar desse mal.
Algo em nós que recusamos ver Estamos longe do que devemos crer Seremos mais ao menos ser
Gustavo finaliza com uma excelente reflexão: esse preconceito enraizado
que muitos recusam a ver como ódio ou aversão ao seu semelhante, é de
fato estar muito distante de uma ideologia de igualdade entre nossa
espécie, então chegaremos a um nirvana a partir do momento que somos
iguais.
bom, eu espero que voce tenh gostado dessa analise, se
gostou não esqueça de deixar seu like, se inscrever e compartilhar com
os fãs da Scalene e para seu amigo que tbm gosta dessa canção, vou
ficando por aqui, na tela uma playlist com todos os rocks que eu já
analisei, clique pra assistir que está incrivel, muito obrigado pela sua
audiencia tchau!
Sem entrar no mérito jurídico do caso. Isso cabe aos especialistas do direito e demais estudiosos. Algumas coisas devem ficar claras:
NENHUM homem tem o direito de mexer com uma mulher na rua.
NENHUM homem tem o direito de assediar um mulher nos meios de transporte.
NENHUM homem tem o direito de estuprar uma mulher ainda que ela ande pelada.
Moralismo, religiosidade, pudor, etc, é outro tipo de debate!
Sidney
O tratamento
recebido por uma jovem durante o julgamento do homem que ela acusou de
estupro em Santa Catarina provocou indignação, reação do Conselho
Nacional de Justiça e críticas de ministros de tribunais superiores.
A blogueira Mariana Ferrer acusa o empresário André de Camargo Aranha
de tê-la estuprado em dezembro de 2018, em um camarim privado, durante
uma festa em um beach club em Jurerê Internacional, em Florianópolis. Ela tinha 21 anos e era virgem.
As únicas imagens recuperadas pela polícia mostram Mariana na companhia
do empresário. Ela suspeita que tenha sido drogada e que, por isso, não
sabe exatamente o que aconteceu. Nas roupas dela, a perícia encontrou
sêmen do empresário e sangue dela. O exame toxicológico de Mariana não
constatou o consumo de álcool ou drogas.
Mariana Ferrer — Foto: Reprodução
Em depoimento, André Aranha disse que fez sexo oral. A defesa do empresário diz que ele não estuprou Mariana.
Durante o processo, o promotor do caso foi transferido para uma outra
promotoria e o entendimento do novo promotor foi o de que o empresário
não teria como saber que Mariana não estava em condições de dar
consentimento à relação sexual, não existindo, assim, o dolo, a intenção
de estuprar. Essa conclusão do promotor está sendo chamada de "estupro
culposo". Aranha foi absolvido.
Ataques a blogueira durante julgamento sobre estupro provocam indignação
Na sentença, o juiz Rudson Marcos concluiu que não havia provas
suficientes para a condenação - só a palavra da vítima - e que, na
dúvida, preferia absolver o réu. A tese de um estupro sem dolo causou
espanto, assim como a atuação agressiva do advogado do empresário nas
audiências de instrução do processo.
O caso voltou à tona nesta terça-feira (3) depois que o site The
Intercept Brasil publicou o vídeo de uma audiência do caso em que o
advogado de defesa, Cláudio Gastão da Rosa Filho, exibe fotos sensuais
feitas por Mariana Ferrer quando era modelo profissional, definindo-as
como "ginecológicas"; ele afirma ainda que "jamais teria uma filha" do
"nível" de Mariana e, ao vê-la chorar, diz:
- Não adianta vir com esse teu choro dissimulado, falso e essa lábia de crocodilo.
É possível ver, no vídeo da audiência, que a jovem reclamou do interrogatório para o juiz.
“Excelentíssimo,
eu estou implorando por respeito, nem os acusados são tratados do jeito
que estou sendo tratada, pelo amor de Deus, gente. O que é isso?”, diz
ela.
O juiz avisa Mariana que vai parar a gravação - a audiência foi feita
por vídeoconferência - para que ela possa tomar água e pede para o
advogado manter um “bom nível”.
A defesa de Mariana Ferrer repudiou a sentença do Poder Judiciário
catarinense e reforçou que só a vítima pode afirmar se houve ou não
consentimento, não o promotor ou o juiz.
A Corregedoria Nacional de Justiça abriu investigação sobre a conduta do juiz Rudson Marcos durante audiência no processo.
O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH)
declarou que manifesta-se em veemente repúdio ao termo "estupro culposo"
e que vai acompanhar os desdobramentos dos recursos apresentados pela
vítima.
O Ministério disse ainda que acompanha o caso desde 2019 e que já
enviou ofícios ao Conselho Nacional de Justiça, ao Conselho Nacional do
Ministério público, à OAB e ao Corregedor-Geral do Ministério Público de
Santa Catarina.
Em 9 de outubro, a Corregedoria Nacional do Ministério Público
instaurou reclamação disciplinar para apurar supostas irregularidades da
atuação do membro do Ministério Público do Estado de Santa Catarina. A
reclamação foi instaurada com base em representação feita pelo
Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.
O
ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes se manifestou sobre o
caso em uma rede social: "As cenas da audiência de Mariana Ferrer são
estarrecedoras. O sistema de Justiça deve ser instrumento de
acolhimento, jamais de tortura e humilhação. Os órgãos de correição
devem apurar a responsabilidade dos agentes envolvidos, inclusive
daqueles que se omitiram".
Senadores também se manifestaram. Fabiano Contarato (Rede-ES),
Alessandro Vieira (Cidadania-SE) disseram que entraram com representação
no CNJ sobre o caso. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) afirmou em uma
rede social que houve "humilhação". "Advogado e juiz rasgaram lei e
desonraram Justiça. MP alegou estupro culposo, tipificação inexistente.
Réu absolvido. Cuspida na cara das brasileiras, que exigem respostas".
Mara Gabrilli (PSDB-SP) escreveu em uma rede social: "Envergonha-me
viver em um país onde inventam até crimes para proteger criminosos.
Estupro culposo é uma aberração jurídica que só alimenta a impunidade. É
a covardia e o machismo prosperando no Brasil dos perversos poderosos".
Alvaro
Dias (Podemos-PR) afirmou que "causou revolta nas redes sociais o
julgamento em que o acusado de estupro de uma moça em Santa Catarina foi
inocentado sob alegação de que teria cometido um 'estupro culposo', uma
aberração que sequer existe no ordenamento jurídico. E pior: na
audiência, a vítima do estupro foi humilhada, assediada moralmente e
tratada pior do que um assassino por um advogado que agiu de forma
inescrupulosa, sexista e misógina".
A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) afirmou em rede social que
"As recentes revelações do caso Mari Ferrer mostram o quanto o machismo e
a misoginia estão impregnados nas instituições, sobretudo no
Judiciário".
O deputado Paulo Ganime (Novo-RJ) disse que "o caso da Mari Ferrer é
uma soma de absurdos. Desde a conduta dos 4 sujeitos presentes na cena
que assistimos no vídeo até a sentença que absolveu o réu 'criando' a
aberração do 'estupro culposo'. Estupro é estupro. E não existe
argumento que justifique tal crime".
Em nota, o advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho disse que "André de
Camargo Aranha inocente da acusação de estupro, acatando a alegação
final do Ministério Público e a tese da defesa para que fosse julgada
improcedente a denúncia contra André Aranha." Leia a íntegra:
“Não
podemos falar muito em respeito ao sigilo do Processo, mas gostaria de
esclarecer alguns pontos importantes sobre a matéria publicada pelo The
Intercept, que gerou uma onda massiva de comentários equivocados sobre o
caso.
O
magistrado considerou André de Camargo Aranha inocente da acusação de
estupro, acatando a alegação final do Ministério Público e a tese da
defesa para que fosse julgada improcedente a denúncia contra André
Aranha. Ou seja, os fatos foram completamente esclarecidos após
investigação policial e nos autos processuais, os quais constataram que
houve uma relação consensual entre duas pessoas e foi atestado que ambos
estavam com a sua capacidade cognitiva em perfeito estado, conforme
atestam os laudos e confirmam os peritos. É importante ressaltar que o
termo utilizado na matéria “estupro culposo” não é uma terminologia
jurídica existente, e em nenhum momento foi utilizado pelo magistrado.
O
caso foi tratado com a devida legitimidade pelo Ministério Público e
prestamos esse esclarecimento visando o combate à desinformação que
informações mal interpretadas, descontextualizadas e equivocadas podem
gerar”.
Leia a íntegra da nota divulgada pelo Ministério Público de Santa Catarina:
MPSC reafirma que réu foi absolvido por falta de provas por estupro de vulnerável
Não
é verdadeira a informação de que o Promotor de Justiça manifestou-se
pela absolvição de réu por ter cometido estupro culposo, tipo penal que
não existe no ordenamento jurídico brasileiro. Salienta-se, ainda, que o
Promotor de Justiça interveio em favor da vítima em outras ocasiões ao
longo do ato processual, como forma de cessar a conduta do Advogado, o
que não consta do trecho publicizado do vídeo.
A
23ª Promotoria de Justiça da Capital, que atuou no caso, reafirma que
combate de forma rigorosa a prática de atos de violência ou abuso
sexual, tanto é que ofereceu denúncia criminal em busca da formação de
elementos de prova em prol da verdade. Todavia, no caso concreto, após a
produção de inúmeras provas, não foi possível a comprovação da prática
de crime por parte do acusado.
Cabe
ao Ministério Público, na condição de guardião dos direitos e deveres
constitucionais, requerer o encaminhamento tecnicamente adequado para
aquilo que consta no processo, independentemente da condição de autor ou
vítima. Neste caso, a prova dos autos não demonstrou relação sexual sem
que uma das partes tivesse o necessário discernimento dos fatos ou
capacidade de oferecer resistência, ou, ainda, que a outra parte tivesse
conhecimento dessa situação, pressupostos para a configuração de crime.
Portanto,
a manifestação pela absolvição do acusado por parte do Promotor de
Justiça não foi fundamentada na tese de "estupro culposo", até porque
tal tipo penal inexiste no ordenamento jurídico brasileiro. O réu acabou
sendo absolvido na Justiça de primeiro grau por falta de provas de
estupro de vulnerável.
O
Ministério Público também lamenta a postura do advogado do réu durante a
audiência criminal, que não se coaduna com a conduta que se espera dos
profissionais do Direito envolvidos em processos tão sensíveis e
difíceis às vítimas, e ressalta a importância de a conduta ser
devidamente apurada pela OAB pelos seus canais competentes.
Salienta-se,
ainda, que o Promotor de Justiça interveio em favor da vítima em outras
ocasiões ao longo do ato processual, como forma de cessar a conduta do
Advogado, o que não consta do trecho publicizado do vídeo.
O
MPSC lamenta a difusão de informações equivocadas, com erros jurídicos
graves, que induzem a sociedade a acreditar que em algum momento fosse
possível defender a inocência de um réu com base num tipo penal
inexistente.
O mundo espera ansioso o resultado das eleições americanas. De um lado o atual presidente Donald Trump tentando a reeleição. Do outro, Joe Biden tenta chegar pela primeira vez a Casa Branca. Dizem que Trump representa a extrema direita e Joe à esquerda ou os chamados progressistas. Se tais esteriótipos ideológicos são verdadeiros não dá para saber totalmente (ou dá?). O que se sabe é que a depender do resultado isso terá um forte impacto no Brasil já que o nosso atual presidente da República Jair Bolsonaro é declaradamente um aliado de Trump.
Foi um sociólogo alemão, podemos considerar ele um dos pais da sociologia. Weber
cresceu em meio as mudanças drásticas em seu pais causado pela
revolução industrial, o crescimento rápido das cidades e das indústrias,
a elite formada pelos donos dessas grandes indústrias substituem o
poder aristocrático, Weber passou sua vida observando essas mudanças, e a
partir desse aprendizado empírico ele destaca pontos chave para
entendermos o funcionamento do capitalismo. 1 - Por que o Capitalismo existe? De
bate pronto poderíamos responder que o capitalismo surge do
desenvolvimento e dá tecnologia, especificamente naquela época com os
motores a vapor. Entretanto Weber trás uma visão diferente, eu eu diria
até mais interessante: O que tornou o capitalismo possível foi um
conjunto de ideias religiosas, e não qualquer religião, o capitalismo
foi criado pela religião protestante, mais especificamente pelo
Calvinismo. na sua obra "a ética protestante e o espírito capitalista"
de 1905. Nesse livro Weber construiu argumentos do porque acreditava que
o protestantismo cristão foi peça fulcral no desenvolvimento do
capitalismo. I - O protestantismo te faz sentir culpado. Weber
analisa que os católicos são sortudos, pois podem cometer seus pecados e
se confessarem regularmente para serem "limpos" pelos padres. Essa
purificação no entanto não está disponível para os protestantes. Eles
acreditam que apenas Deus pode perdoar alguém, e isso não vai acontecer
até o dia do juízo final. Até lá Weber argumenta, protestantes guardam
altos níveis de ansiedade por pensar nessa necessidade vitalícia de
provar que são pessoas de bem a um Deus severo que vê tudo, sem falar
nada. II - Deus gosta de trabalho duro. Na visão de Weber o
sentimento de culpa era direcionado para obsessão em trabalho duro. Isso
Weber classificou como: A Ética de Trabalho Protestante. Os pecados
do homem só podiam ser pagados através de uma labuta constante. Não
coincidentemente os protestantes tinham bem menos festivais e dias de
descanso. Na cabeça deles Deus não gostava de tempo livre. III - Todo trabalho é sagrado. Na
religião católica os trabalhos considerados sagrados eram apenas de
padres, monges e freiras, entretanto os protestantes declaravam que todo
tipo de trabalho poderia ser em nome de Deus, até mesmo trabalhos como
gari ou engenheiro, isso trouxe uma moral e seriedade para qualquer
profissão. IV - É a Comunidade, e não a família que conta. Em
países de maioria católico podemos perceber que a família é a base de
tudo, um exemplo é O Poderoso Chefão, em que a cultura italiana de
família é muito forte, não é a toa que Roma é o local de mais potencial
católico pela presença do Papa, que é considerado o líder mundial da
igreja católica. Já os protestantes não viam a família como a principal
base, a família poderia ser um refugio para atitudes negativas como ser
mesquinho ou egoísta. Os primeiros protestantes começaram a disseminar a
ideia de que deveríamos utilizar nossas energias para a comunidade em
geral, priorizando o macro onde todos deveriam viver com justiça e
dignidade. V - Não existe milagres. O protestantismo e o
capitalismo científico, não acreditavam nos milagres, Weber chamou isso
de "desencantamento do mundo", em vista disso, eles não consideravam que
a prosperidade era fruto de misteriosas vontades de Deus, ser rico ou
pobre só dependia do trabalho duro do homem, por não acreditar em
milagres, eles buscaram nas ciências a explicação e o entendimento das
mudanças, o que obviamente incentivou as investigações e descobertas
científicas que esporadicamente, traziam evoluções significativas para
tecnologia. Aos olhos de Weber esses cinco fatores foram fundamentais para a concretização do Capitalismo. Karl
Marx afirmava que religião era o opio da massa, uma droga inofensiva
para quem consumia, mas que induzia os fiéis a aceitação passiva dos
horrores do capitalismo.
[se você quiser saber mais sobre Marx deixe nos comentários] - texto na tela
Entretanto
Weber virou essa premissa do Marx de ponta cabeça, dizia ele que as
pessoas não engoliam o capitalismo por causa da religião, na verdade
elas só se tornaram capitalistas por consequência da religião
2 - Como desenvolver o Capitalismo pelo mundo?
Ao
redor do mundo existem mais de 35 países que tem o capitalismo bem
desenvolvido, ele talvez funciona melhor na Alemanha onde Weber começou
suas observações, mas nas 161 nações restantes, o capitalismo não está
tão bem assim. Isso é razão para grande perplexidade e angustia,
milhares de dólares são transferidos das partes ricas para as partes
pobres. Contudo uma analise Weberiana vai apontar que dar dinheiro para
os pobres não é uma solução funcional, pois a principio o problema não é
só dinheiro. Para Weber países que não são bem sucedidos com o
capitalismo estão ligados a falta de ansiedade e culpa suficiente,
explico melhor: Eles creem num milagre que vai vir até eles, e festejam o
"presente", sem pensar no "amanha"...é como vc que fez uma divida maior
que seu salário e espera que um milagre não acabe com sua saúde
financeira. Fora a questão de "roubar" a Comunidade para dar a sua
família, que é o que vemos todos os dias em boa parte da nossa classe
política. Favorecer seus pares corruptos em detrimento da população que
paga impostos e pouco tem de retorno.
Nos dias atuais se alguém
pergunta-se para Weber como expandir o capitalismo no Brasil, ele diria
para focar no que hoje é equivalente a religião, que é a cultura, porque
é por intermédio das atitudes de uma nação, esperanças e um sentido pra
vida que uma economia pode florescer ou afundar. Já na questão da
redução da pobreza e consequentemente na redução da desigualdade social,
Weber diria para começar no campo das ideias, por exemplo o Banco
mundial e o FMI não deveriam financiar a África subsaariana, na visão
Weberiana, com dinheiro e tecnologia, mas sim com novos pontos de vista.
A questão central para uma economia não deveria ser a taxa de inflação
mas o que é apresentado na TV de noite que normalmente são programas de
entretenimento barato.
3 - Como podemos mudar o mundo?
Weber
escreveu na era das revoluções, e ele também queria que as coisas
mudassem, porem ele acreditava que era necessário primeiramente entender
como funciona o poder político. Na visão de Weber a humanidade passou por 3 tipos diferentes de poder: As
sociedades antigas funcionavam com o que ele chamou de "Autoridade
Tradicional" que era a forma de os Reis ludibriar o povo com folclore e
divindade para justificar o seu poder. Depois veio a "Autoridade
Carismática" onde um indivíduo heroico como Napoleão Bonaparte poderia
subir ao poder por conta desse carisma magnético, ou seja, um líder que
atrai o povo e o respeita mudando tudo por meio de sua paixão e força de
vontade. No entanto Weber descreve uma terceira era de poder
conhecida como "Autoridade Burocrática": Um burocrataca consegue seu
poder através do conhecimento, o burocrata sabe como as coisas
funcionam, e essas coisas levariam anos pra alguém da massa compreender,
e por consequência a maioria de nós desistiria, o que é extremamente
útil para o poder estabelecido. O domínio dos burocratas tem enorme
implicação para qualquer um que almeja mudar uma nação, alterar sua
engrenagem sólida de poder, no Brasil e no mundo existe uma crença
compreensível, mas equivocada de que só precisamos trocar de líder, como
vemos de quatro em quatro anos na presidência. Mas na realidade remover
o líder quase nunca teve o impacto que se esperava, pois o presidente é
só uma parte dessa grande engrenagem de poder. Se desejamos que as
coisas melhorem, muitas coisas precisam ser feitas, desde processos
internos, burocráticos e menos dramáticos, ela pode vir de evidencias
estatísticas, relatórios detalhados a ministros, testemunhos a comissões
legislativas e revisões precisas das finanças publicas. Weber nos
mostra como o poder funciona agora, e nos lembra que ideias podem ser
muito mais importantes que ferramentas ou dinheiro na mudança das
nações. Sua tese é muito significante, com Weber aprendemos que muito
do que associamos com forças externas vastas e impessoais, é na
verdade, dependente em algo fundamentalmente intimo e, quem sabe, mais
maleável: O pensamentos em nossa cabeça
fala amante da musica, hoje mais uma musica muito foda da Legião Urbana,
que tem diversas lendas sobre seu significado, mas vou lhe contar a
historia verdadeira! depois da vinheta eu conto pra vc! [vinheta] numa
entrevista de Dado vila lobos ao site o globo, ele conta como foi a
produção dessa musica no livro Memórias de um legionário: dado
explica que Inicialmente, a música não tinha letra, era uma linha
melódica harmônica que o Renato tinha criado no teclado,o instrumental
de 'Índios' tinha sido gravado e, quando o disco estava para ser
fechado, o dado conta que renato escreveu a letra e Logo em seguida,
abriu um microfone no estúdio 3 da EMI, gravou o vocal (lendo a letra) e
perguntou para os companheiros se estava bom, dado disse que ficou
ótimo, mesmo assim essa voz foi refeita algumas vezes pois renato ainda
queria acertar a melodia então a musica teve mais alguns ajustes. Quando
o Renato começou a cantar a letra, as estrofes não encaixavam direito
na base e extrapolavam o tempo da música. O produtor da legião teve
então que inventar um final ali na hora, tirando subitamente a bateria, o
baixo e os teclados, e inserindo o tema final do violão junto com o som
de "ventania" do teclado
Vale ressaltar que o nome da musica ter
aspas, tem um grande significado, ele coloca os índios como seres
inocentes e puros na época em que salvaram Pedro alvares Cabral que
estava perdido e parou onde conhecemos como porto seguro hoje, a
intenção dessas embarcações portuguesas era chegar até a índia dando a
volta no continente africano, talvez se não fosse essa ingenuidade dos
indios, o Brasil seria outro! o "indios" é Renato Russo, isso é curioso,
pois em varias musicas da legião renato usa personagens pra falar de si
mesmo, pode até parecer egocentrismo, mas as letram tem um material tão
vasto intelectual, que podemos interpretar de diversas formas. no caso
de índios, pessoas ligadas a renato dizem que ele escreveu a musica apos
uma tentativa de suicídio cortando os pulsos, o cantor sempre muito
reservado disse apenas que foi acidente, não para se “matar nem nada.
Foi frescura, estava bêbado” explicou ele na época.
Quem me dera ao menos uma vez Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem Conseguiu me convencer que era prova de amizade Se alguém levasse embora até o que eu não tinha
nesse
primeiro verso ele deixa claro a má intenção dos colonizadores com os
indios, que entregaram o ouro sem saber o quão valioso aquilo era,
apenas por achar belo por conta do brilho e das cores, como prova de
amizade entregou de mão beijada, é o que Don Corleone faria, mas ao
contrario dos pobres indios, que nada fizeram com a "recusa" de amizade
dos indios, Vito daria um jeito de acabar com os interesses da trupe de
Cabral. [cena don corleone] Renato faz uma analogia com a
historia do brasil e sua realidade atual, onde demonstra metaforicamente
o comportamento egoísta e mesquinho do ser humano, que só queria se
aproximar de renato por interesse de fama e dinheiro.
Quem me dera ao menos uma vez Esquecer que acreditei que era por brincadeira Que se cortava sempre um pano de chão De linho nobre e pura seda
mais
uma vez renato trabalha com a metáfora pra exemplificar a ingenuidade
dos índios com relação a sua propiá ilusão de que havia amigos de
verdade, que era brincadeira esse interesse velado nos bens matérias e
não no homem amigo
Quem me dera ao menos uma vez Explicar o que ninguém consegue entender
essa
estrofe é bem curiosa pois pode se referir a "catequese religiosa" que
os colonizadores trouxeram para os indios, impor uma religião, a um povo
que acreditava na mãe natureza, essa metáfora explica os sentimentos
depressivos de renato que ninguém consegue entender.
Que o que aconteceu ainda está por vir E o futuro não é mais como era antigamente
os
índios não tinham uma perspectiva de um futuro de evolução tecnológica
de maquinas, estavam felizes com o cultivo do alimento proprio e vida
tranquila e amigável entre seus pares, a historia se repete na revolução
industrial, onde camponeses queriam viver sua vidas tranquilas e veio a
industria para impor o trabalho escravo e o consumo desenfreado, nesse
verso renato russo simplesmente quer dizer que as pessoas não querem
mais o bem uma das outras como antigamente, é uma sociedade capitalista
onde é cada um por si.
Quem me dera ao menos uma vez Provar que quem tem mais do que precisa ter Quase sempre se convence que não tem o bastante Fala demais por não ter nada a dizer
renato
queria poder provar que mesmo com todo o sucesso e riqueza, ele não era
feliz, pois não tinha as coisas simples da vida, ele critica uma
sociedade que sempre quer mais, que a cobiça domina e destrói, corpos
vazios, mentes vazias, cheias de ego, mas sem nada a dizer.
Quem me dera ao menos uma vez Que o mais simples fosse visto Como o mais importante
nesse
verso vemos a alegoria do que era simples para os indios, para os
colonizadores era o contrario, havia um interesse por trás na exploração
do Brasil, Renato está falando que chegou num estagio da sua vida, em
que queria mostrar para as pessoas que o singelo da vida é o mais
importante, e não o egocentrismo de pessoas destrutivas.
Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente
mais
uma metáfora muito bem colocada por renato russo, quando os
colonizadores descobriram as riquezas do Brasil, a exploração foi
devastadora, em "troca das terras", os colonizadores davam "presentes"
como espelhos, colares, utensílios da época, justamente para escravizar,
e em alguns casos extremos de tribos mais arredias eles matavam os
indios de forma cruel para obter a terra. Nesse caso a simbologia do
espelho é que renato queria que as pessoas "olhassem para o próprio
umbigo" pra ver o quanto vivemos num mundo louco: onde fazer o certo é
errado, e fazer o errado é o certo.
Quem me dera ao menos uma vez Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
na doutrina cristã existe a santíssima trindade: o Pai, Filho e Espirito Santo. essa
é uma referencia as missões jesuítas que tentavam converter os índios,
no caso Pai é Deus, O Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus, mas há um
só Deus. Obviamente era confuso para o indio que acreditava na mãe
natureza, entender que deus era uma unica coisa que denominava poder
supremo para castigar os "pecadores" e levar as "pessoas boas" para o
céu.
E esse mesmo Deus foi morto por vocês Sua maldade, então, deixaram Deus tão triste
esse
é um dos versos mais bonitos e coerentes dessa letra, dá até uma emoção
de refletir sobre ela, o mesmo Deus que os homens brancos diziam amar,
foi assassinado por "eles mesmos", então que amor é esse? Renato está
explicando essa contradição pois se eles acreditam em Deus, essa
divindade está realmente triste com a "deturpação das palavras de Deus",
vale ressaltar que o brasil não foi colonizado de forma amistosa como
descreve alguns livros de "historia", pois teve como maior aspecto a
exploração da terra, pau brasil, e riquezas naturais que o Brasil tem
até hoje, utilizavam mão-de-obra escrava dos mais fracos como indios
nativos e africanos trazidos do continente vizinho, e os que resistiam
eram mortos sem piedade. A figura que renato quer representar é que
ele está cansado de tanta falsidade, sua depressão só se agrava ao ver o
quanto o ser humano pode ser mal.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
aqui literalmente esta falando dele mesmo, sua tentativa de suicídio cortando os pulsos para sangrar sozinho.
Entenda Assim pude trazer você de volta pra mim Quando descobri que é sempre só você Que me entende do início ao fim
aqui
ele está se referindo a única resposta que ele poderia obter, de si
próprio, pois sangrando sozinho ele entendeu que só ele poderia sair
daquela situação, provavelmente uma referencia a fé que podemos ter em
algo que vai nos fazer lutar contra a depressão.
E é só você que tem a cura pro meu vício De insistir nessa saudade que eu sinto De tudo que eu ainda não vi
provavelmente Renato fala do deus dos índios que seria a mãe natureza Esse
Deus entende a cura pro vício de insistir na saudade de tudo o que
ainda não foi conhecido. É Deus quem entende essa "vontade de suicídio".
Muitas pessoas confundem o nome Tupã que significa trovão em tupi
guarani como sendo o deus da cultura indígena. Novamente foi uma
artimanha do colonizadores, essa ideia foi colocada pelos jesuítas,
durante a epoca de catequização religiosa, ao verem os índios com medo
do barulho do trovão, já que o fenômeno se tratava de algo desconhecido
para eles, sendo associado ao divino ou místico, diziam que Deus estava
com raiva dos índios, que eles deveriam seguir as ordens e desejos dos
colonizadores pra não "despertar a ira" de Deus.
Quem me dera ao menos uma vez Acreditar por um instante em tudo que existe E acreditar que o mundo é perfeito E que todas as pessoas são felizes
aqui
talvez renato exalta a pureza e ingenuidade dos indios, ele gostaria de
ver nossa sociedade com bons olhos, da mesma forma que os índios viram
os colonizadores, como boas pessoas, perfeitas e felizes.
Quem me dera ao menos uma vez Fazer com que o mundo saiba que seu nome Está em tudo e mesmo assim Ninguém lhe diz ao menos obrigado
nesse
verso percebo uma mistura de fé verdadeira em Deus, com a cobrança que
os índios eram os donos dessa terra e isso foi tomado sem ao menos dizer
um obrigado
Quem me dera ao menos uma vez Como a mais bela tribo Dos mais belos índios Não ser atacado por ser inocente
escutando
essa estrofe você mata a charada: Renato foi atacado e criticado por
seus pensamentos, ideologias, crenças e modo de vida durante sua
carreira.
fica claro então ligação entre russo e os indios,
que foram atacadas pelo simples fato mesquinho dos interesses materiais
que o Brasil tem de sobra, portanto renato é o indio e os colonizadores
são a sociedade que oprime.
Nos deram espelhos e vimos um mundo doente Tentei chorar e não consegui
Ele
fecha com chave de ouro enfatizando a questão da nossa sociedade ter se
tornado doente por conta da ganancia, e finaliza que ele não pode nem
sofre com tudo isso, pois a sociedade machista diz que homem não chora,
renato era muito oprimido por ser homossexual.
espero que você
tenha gostado dessa analise! clique em inscrever-se e depois clique no
sinhinho pra receber todas as notificações do canal! toda quinta feira
tem video novo!
Eu sou um grande fã da arte e poesia da
Legião, e se vc assistiu até aqui é pq também curte o trampo deles, eu
tenho um sonho, e eu acredito que você poderia me ajudar a realizar, é
simples, só enviar o vídeo no direct do Insta deles, que é o
@dadovillalobos e @marcelobonfa, pois seria uma honra saber que eles
mesmos assistiram ao vídeo, e ter a opinião deles quem sabe?! E eu tenho
certeza que se você me ajudar eles provavelmente vão assistir o video,
então conto com você nessa! Desde já gratidão a vc que compartilhar!
muito obrigado pela sua audiência, tchau
Na faculdade de direito no qual cursei até o terceiro ano e meio, tive um professor de sociologia que à época defendia (até hoje defende) os bailes funks nas periferias. Segundo ele, os bailes funks eram os únicos momentos de lazer que os jovens de periferia tinham. Perguntei: "Professor, e se o senhor morasse na periferia e precisasse acordar 4 da manhã para trabalhar ou se tivesse filho recém nascido ou ainda uma mãe já de idade e não conseguisse dormir porque os "excluídos da sociedade" não deixassem vocês dormir, será que iria mesmo assim achar normal som alto, drogas e sexo explícito na porta da sua casa só por que eles precisam se divertir? Ficou sem jeito e tentou justificar o injustificável. Conclusão: Intelectuais (ou seriam pseudos intelectuais?) que falam do alto de seus luxuosos, pomposos e seguros apartamentos é sempre fácil, quero ver é viver na pele o que a população trabalhadora passa com esses lixos (para mim é lixo sim) de bailes funks fazendo uma zona na porta de suas casas. A questão é de respeito e não de classe social!
Essa é uma pergunta retórica, ou seja, que já se sabe a resposta. Não, a rede Globo não é e nunca foi uma emissora minimamente imparcial. Recentemente, explodiu nas grandes mídias o caso do jogador Robinho, acusado e já condenado em primeira instância na Itália por estupro coletivo contra uma mulher albanesa. As mídias, em especial a Globo, fizeram um furdunço em cima do caso no qual tudo indica que de fato o jogador praticou tal ato, aliás, covardia. O programa Fantástico fez uma verdadeira novela do caso. O comentarista Walter Casagrande que, aliás, também não é nenhum exemplo para a sociedade, pois sabemos do seu histórico, e o narrador Cleber Machado também da rede Globo, bateram forte e foram porta vozes contrários a contratação do jogador pelo Santos. Conclusão: Contrato suspenso até que se resolva definitivamente o caso já que ainda há recursos em instâncias superiores no tribunal italiano. Entretanto, a Globo é uma emissora suja e só passa o que lhe convém ou não passa o que lhe ataca. Marcus Mellen, humorista de sucesso da emissora que por muitos anos fez parceira com Leandro Hassun no programa humorista "Os caras de pau," foi acusado há há quase um ano (já até reincidiu contrato) por mais de 30 funcionárias e a atriz Dani Calabresa, de assédio moral e sexual sendo esse último de forma bastante virulenta e agressiva. Pergunta retórica novamente: Alguém viu o fantástico ou Sr. Walter Casagrande falarem alguma coisa? Eu não. Isso só mostra o quanto a Rede Esgoto, ops, Globo, de televisão (e aqui não tem nada haver com Bolsonaro que nem nele votei e provavelmente nunca votarei) é uma emissora que jamais busca a verdade e a justiça mostrando apenas o que lhe interessa. Que tal boicotar essa emissora? Fica a sugestão!
"Olha que cachorrinho mais lindo. Odeio o Bolsonaro. Amo o Bolsonaro. Fascista. Comunista caviar." Muitos tendem a acreditar que a internet, em especial as redes sociais, são neutras no que tange o nosso dia a dia. Para essas pessoas, os algoritmos tecnológicos nada mais são do que meros algoritmos sem nenhum interferência e pretensão. Uma curtida em uma foto na praia, um meme compartilhado e engraçado, comentários, etc, são apenas ações sem motivações. Só que isso é um grande equivoco para não dizer engano. A internet não é neutra no sentido de que não interfere em nossas relações e cosmovisões de mundo. Ela dita o que iremos comer, vestir, votar, na religião ou nas ideologias políticas que iremos acreditar, e por aí vai. A força que ela e suas subsidiárias (redes sociais) exercem sobre os indivíduos é gigantesca para não dizer avassaladora. Se você for um pouco mais antenado irá perceber claramente isso. Clique, por exemplo, em um site de busca e digite a palavra automóveis e, depois, vá em seu Instagram, Facebook ou twitter para vê se não irá aparecer opções de lojas de automóveis. É impressionante. Ou digite Lula livre, Bolsonaro mito e outros, e perceba a enxurrada de links que irão te levar para assuntos relacionados ao que digitou. O mais interessante (ou contraditório) é que os "profetas tecnológicos" diziam que a tecnologia veio para que pudéssemos ter mais tempo livres uns com os outros. Só que o que está acontecendo é justamente o contrário, ou seja, estamos cada vez mais isolados e distraídos em nossas bolhas. Aliás, um dos efeitos negativos da tecnologia é a sua capacidade de nos distrair. Um site aqui, uma foto ali, uma curtida acolá e sem perceber nosso dia já saiu do lugar. Conclusão: Não se nega a importância da tecnologia e das redes sociais. Hoje, é praticamente "impossível viver" sem elas. Elas tem seus múltiplos benefícios. No entanto, se não soubermos usá-la é certeza total que irão 100% nos controlar. Agora, a menos que alguém goste de ser tratado como um robô, aí já é outra história.
Calma: Antes de criticar o título do texto, por favor, leia até o final. Recentemente, o ex jogador e artilheiro do São Paulo FC, Françoaldo Sena, popularmente conhecido como França, disse em entrevista que não pretende mais voltar a morar no Brasil (mora no Japão há quase 20 anos), porque lá se tem respeito, higiene e principalmente educação. A palavra que mais chamou atenção em sua fala foi justamente essa última, ou seja, educação. No Brasil é bastante comum ouvir dizer que precisamos de mais educação, que uma nação se constrói com mais investimento em escolas, universidades, cursos técnicos, etc., pois só assim o país se torna de primeiro mundo. Longe de discordar desse fato, a verdade é que, a meu ver, não é esse o tipo de educação que primordialmente necessitamos, mas sim a educação de valores e princípios. Tenho um livro (não terminei de ler), chamado: Capital Moral, de Roel Kuiper. O autor, filósofo e ex-senador do parlamento holandês, discorre em sua obra sobre a necessidade de termos mais capital moral. Por capital moral entende-se as relações não voltadas simplesmente por meio de contratos sociais, mas sim de pactos leais. Todos nós sabemos que a maioria das relações do ser humano ocidental/pós moderno, são em grande parte contratuais e não por meio de pactuais. Um exemplo simples não escrito no livro, mas deduzido por mim, eram os relacionamentos sociais feitos pelos mais antigos. Não havia tantos contratos para assegurar o cumprimento de um negócio, pois a palavra já bastava. Hoje, é praticamente impossível se fazer um negócio sem antes estar amparado juridicamente. Por quê? Porque as transações não são mais feitas com base em confiança, mas infelizmente em desconfiança. Isso significa evolução da sociedade? Não. É um retrocesso. É nessa tecla que o autor bate. Tal exemplo também serve para muitos outros, como, por exemplo, casamentos, relacionamentos entre pais e filhos, empregadores e empregados, políticos e população, etc. Sem essas capacidades morais, não adianta um ensino de qualidade ou quantidade de escolas, pois são elas que dão todo o sustento do tecido social. Fazendo uma analogia, não adianta muito uma rua ser apenas recapeada. É preciso ser definitivamente consertada. O mesmo vale para a educação. Não adianta a construção de mais escolas e universidades ou centros de pesquisa, se as relações sociais não forem feitas por meio de confianças e respeitos mútuos. Não se trata de moralismo no sentido hipócrita da coisa, mas de múltiplas reciprocidades. Enfim, a educação escolar só é eficiente no Japão porque a educação de valores é prioridade. E no Brasil se também não for assim, esquecem um país minimamente decente!
"Ah, que saudades de 2018 para trás." Tempo onde o nosso PIB era de 10% ao ano. Onde tínhamos uma saúde pública impecável e éramos atendidos em qualquer hospital com uma dignidade sem igual. "Ah, que saudades do tempo onde não havia violência, tráfico de drogas, racismo, xenofobismo, ou qualquer outro tipo de "ismo" em nossa sociedade." Tempo onde às crianças saíam para brincar nas ruas e os pais não se preocupam com bala perdida. "Ah, que saudades." Tempo onde às empresas buscavam pessoas em casa para trabalhar porque havia emprego a sobrar. Onde não existia desigualdade social, ricos, pobres e principalmente os políticos comiam bem e usavam o mesmo hospital. "Ah, que saudades." Mas tudo mudou à partir do momento em que no governo federal o fascista Bolsonaro entrou. De lá para cá tudo só piorou. Deixando de lado às ironias, parece que existia um país antes e hoje um depois de Bolsonaro. Longe de defende-lo, pois não tem o perfil de governo que particularmente desejo para meu país, verdade é que dá a entender de acordo com os "intelectuais almofadinhas e os pobres modinhas" que nos governos pós democracia de 1988 até 2018 o país vivia mil maravilhas. A hiperinflação de mais de 50% no governo Sarney nunca existiu. Collor de Mello e Dilma Rousseff nunca haviam sido impchimados, Luiz Inácio da Silva, popular Lula, não havia sido preso e condenado por corrupção. Mensalão, petrolão e dólares na cueca de senadores e deputados não passavam de ilusão. Sergio Cabral, Pezão, Antony Garotinho e Rosinha Garotinha, todos ex governadores do Rio de Janeiro, nunca haviam sido presos por corrupção e super faturamento. Enfim, nada de ruim no Brasil pré Bolsonaro existia. Só que não! Conclusão: Longe de defender o "messianismo bolsonarista" como os extremistas defendem, acreditar que antes de seu governo tudo funcionava bem, e portanto, o Brasil era um paraíso, é ser muito ingênuo para não chamar ninguém de muito de BURRO!