"Olha que cachorrinho mais lindo. Odeio o Bolsonaro. Amo o Bolsonaro. Fascista. Comunista caviar." Muitos tendem a acreditar que a internet, em especial as redes sociais, são neutras no que tange o nosso dia a dia. Para essas pessoas, os algoritmos tecnológicos nada mais são do que meros algoritmos sem nenhum interferência e pretensão. Uma curtida em uma foto na praia, um meme compartilhado e engraçado, comentários, etc, são apenas ações sem motivações. Só que isso é um grande equivoco para não dizer engano. A internet não é neutra no sentido de que não interfere em nossas relações e cosmovisões de mundo. Ela dita o que iremos comer, vestir, votar, na religião ou nas ideologias políticas que iremos acreditar, e por aí vai. A força que ela e suas subsidiárias (redes sociais) exercem sobre os indivíduos é gigantesca para não dizer avassaladora. Se você for um pouco mais antenado irá perceber claramente isso. Clique, por exemplo, em um site de busca e digite a palavra automóveis e, depois, vá em seu Instagram, Facebook ou twitter para vê se não irá aparecer opções de lojas de automóveis. É impressionante. Ou digite Lula livre, Bolsonaro mito e outros, e perceba a enxurrada de links que irão te levar para assuntos relacionados ao que digitou. O mais interessante (ou contraditório) é que os "profetas tecnológicos" diziam que a tecnologia veio para que pudéssemos ter mais tempo livres uns com os outros. Só que o que está acontecendo é justamente o contrário, ou seja, estamos cada vez mais isolados e distraídos em nossas bolhas. Aliás, um dos efeitos negativos da tecnologia é a sua capacidade de nos distrair. Um site aqui, uma foto ali, uma curtida acolá e sem perceber nosso dia já saiu do lugar. Conclusão: Não se nega a importância da tecnologia e das redes sociais. Hoje, é praticamente "impossível viver" sem elas. Elas tem seus múltiplos benefícios. No entanto, se não soubermos usá-la é certeza total que irão 100% nos controlar. Agora, a menos que alguém goste de ser tratado como um robô, aí já é outra história.
Sidney
sexta-feira, 30 de outubro de 2020
A INTERNET NÃO É NEUTRA.
"NÃO PRECISAMOS DE ESCOLAS."
Calma: Antes de criticar o título do texto, por favor, leia até o final. Recentemente, o ex jogador e artilheiro do São Paulo FC, Françoaldo Sena, popularmente conhecido como França, disse em entrevista que não pretende mais voltar a morar no Brasil (mora no Japão há quase 20 anos), porque lá se tem respeito, higiene e principalmente educação. A palavra que mais chamou atenção em sua fala foi justamente essa última, ou seja, educação. No Brasil é bastante comum ouvir dizer que precisamos de mais educação, que uma nação se constrói com mais investimento em escolas, universidades, cursos técnicos, etc., pois só assim o país se torna de primeiro mundo. Longe de discordar desse fato, a verdade é que, a meu ver, não é esse o tipo de educação que primordialmente necessitamos, mas sim a educação de valores e princípios. Tenho um livro (não terminei de ler), chamado: Capital Moral, de Roel Kuiper. O autor, filósofo e ex-senador do parlamento holandês, discorre em sua obra sobre a necessidade de termos mais capital moral. Por capital moral entende-se as relações não voltadas simplesmente por meio de contratos sociais, mas sim de pactos leais. Todos nós sabemos que a maioria das relações do ser humano ocidental/pós moderno, são em grande parte contratuais e não por meio de pactuais. Um exemplo simples não escrito no livro, mas deduzido por mim, eram os relacionamentos sociais feitos pelos mais antigos. Não havia tantos contratos para assegurar o cumprimento de um negócio, pois a palavra já bastava. Hoje, é praticamente impossível se fazer um negócio sem antes estar amparado juridicamente. Por quê? Porque as transações não são mais feitas com base em confiança, mas infelizmente em desconfiança. Isso significa evolução da sociedade? Não. É um retrocesso. É nessa tecla que o autor bate. Tal exemplo também serve para muitos outros, como, por exemplo, casamentos, relacionamentos entre pais e filhos, empregadores e empregados, políticos e população, etc. Sem essas capacidades morais, não adianta um ensino de qualidade ou quantidade de escolas, pois são elas que dão todo o sustento do tecido social. Fazendo uma analogia, não adianta muito uma rua ser apenas recapeada. É preciso ser definitivamente consertada. O mesmo vale para a educação. Não adianta a construção de mais escolas e universidades ou centros de pesquisa, se as relações sociais não forem feitas por meio de confianças e respeitos mútuos. Não se trata de moralismo no sentido hipócrita da coisa, mas de múltiplas reciprocidades. Enfim, a educação escolar só é eficiente no Japão porque a educação de valores é prioridade. E no Brasil se também não for assim, esquecem um país minimamente decente!
Sidney
BRASIL ANTES E PÓS BOLSONARO.
"Ah, que saudades de 2018 para trás." Tempo onde o nosso PIB era de 10% ao ano. Onde tínhamos uma saúde pública impecável e éramos atendidos em qualquer hospital com uma dignidade sem igual. "Ah, que saudades do tempo onde não havia violência, tráfico de drogas, racismo, xenofobismo, ou qualquer outro tipo de "ismo" em nossa sociedade." Tempo onde às crianças saíam para brincar nas ruas e os pais não se preocupam com bala perdida. "Ah, que saudades." Tempo onde às empresas buscavam pessoas em casa para trabalhar porque havia emprego a sobrar. Onde não existia desigualdade social, ricos, pobres e principalmente os políticos comiam bem e usavam o mesmo hospital. "Ah, que saudades." Mas tudo mudou à partir do momento em que no governo federal o fascista Bolsonaro entrou. De lá para cá tudo só piorou. Deixando de lado às ironias, parece que existia um país antes e hoje um depois de Bolsonaro. Longe de defende-lo, pois não tem o perfil de governo que particularmente desejo para meu país, verdade é que dá a entender de acordo com os "intelectuais almofadinhas e os pobres modinhas" que nos governos pós democracia de 1988 até 2018 o país vivia mil maravilhas. A hiperinflação de mais de 50% no governo Sarney nunca existiu. Collor de Mello e Dilma Rousseff nunca haviam sido impchimados, Luiz Inácio da Silva, popular Lula, não havia sido preso e condenado por corrupção. Mensalão, petrolão e dólares na cueca de senadores e deputados não passavam de ilusão. Sergio Cabral, Pezão, Antony Garotinho e Rosinha Garotinha, todos ex governadores do Rio de Janeiro, nunca haviam sido presos por corrupção e super faturamento. Enfim, nada de ruim no Brasil pré Bolsonaro existia. Só que não! Conclusão: Longe de defender o "messianismo bolsonarista" como os extremistas defendem, acreditar que antes de seu governo tudo funcionava bem, e portanto, o Brasil era um paraíso, é ser muito ingênuo para não chamar ninguém de muito de BURRO!
Sidney
ACEPÇÃO DE PESSOAS.
Mas quando deres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os mancos e os cegos; 14 e serás bem-aventurado; porque eles não têm com que te retribuir; pois retribuído te será na ressurreição dos justos. Lucas 14: 13;23.
Certa vez, na empresa que eu trabalhava houve uma pequena confraternização para os funcionários. O cardápio era pizza. Eu e um amigo fomos ao local indicado para comermos a nossa parte e pensando que poderíamos comer à vontade, perguntei para uma das funcionárias que estava organizando à festa se isso era verdade. Ela respondeu: "Não! A vontade é só para o grupo X de funcionários. "Vocês tem pedigree? "Brincando" e se referindo ao fato de que não éramos do auto escalão da empresa. Não acredito que ela quisesse realmente nos humilhar, mas sem sabedoria nos diminuiu. O mundo sempre foi assim também, ou seja, de acepção de pessoas. Tratar A melhor do que B só porque esse não é rico (a), bonito, famoso, líder ou poderoso, é um dos tristes "atributos" humanos e, infelizmente, todos nós tendemos a isso também. Uns mais e outros menos, mas todos intencional ou não selecionamos pessoas de acordo com o poder ou a influência que exercem. Jesus foi um revolucionário no sentido contrário disso. Não em um sentido marxista, comunista, socialista, anarquista, capitalista, etc, como muitos ingênuos acreditam, mas sim porque na sua época a cultura romana era bastante influenciada pelos gregos que valorizavam demasiadamente os mais fortes, belos, inteligentes e principalmente os mais vitoriosos e poderosos. E essa cultura ainda atravessa gerações. Presenciamos acepções em ambientes de trabalho, no seio familiar, na vizinhança, entre os políticos, nas religiões, aliás, falando em religião, C.S.Lewis dizia que dos homens maus, os homens maus religiosos são os piores. Por quê? Porque deduz-se que ser religioso é fazer o bem sem ver a quem. Enfim, embora concorde que há pessoas que são chatas independe da sua classe social/econômica, e por isso, acabam sendo evitadas, a acepção de pessoas é uma lamentável e triste chaga!
Sidney
quinta-feira, 8 de agosto de 2019
Zé Ramalho - A Terceira lâmina Análise da Letra #102
[Vinheta]
Eu tentei entrar em contato com o Zé Ramalho pra pedir sua explicação, porém não obtive resposta, então vou manter minha interpretação pessoal.
É aquela que fere
Que virá mais tranqüila
Com a fome do povo
Com pedaços da vida
Como a dura semente
Que se prende no fogo
De toda multidão
Como ferir um povo de forma "tranquila"? Com a falta de alimento, com a falta de saneamento básico e principalmente com a falta da educação, e essas atitudes vão minando a vida de qualquer homem ou mulher, no verso seguinte penso ser uma figura de linguagem da semente que se prende no calor de uma multidão que é ferida suavemente mas não se revolta contra.
Acho bem mais
Do que pedras na mão
Dos que vivem calados
Pendurados no tempo
Esquecendo os momentos
Acredito que Zé Ramalho está dizendo que ele é mais do que atacar, ele é o ser pensante que passa seu conhecimento, você já ouvi aquela famosa frase de Luther King: "o que me preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons" é provavelmente a intenção de Zé Ramalho ao dizer que vivem calados, alheios ao movimento e assim deixando de viver ele acaba não criando momentos inesquecíveis.
Na fundura do poço
Na garganta do fosso
Na voz de um cantador
Um poço tem grande profundidade e podemos interpretar como metáfora da humanidade estando afundada na escuridão, largada e desamparada, descrito nos versos do poeta Zé Ramalho.
E virá como guerra
A terceira mensagem
Na cabeça do homem
Aflição e coragem
Aqui me parece a alusão a uma terceira guerra Mundial, que tbm acredito ter relação com o terceiro segredo de fatima as 3 crianças, essa mensagem na cabeça do homem causa apreensão com um fim apocalíptico, entretanto existe a coragem de encarar esse destino com honra, os 2 primeiros segredos são“A visão do inferno” e “O imaculado coração de Maria”, já o terceiro eu vou ler um trecho de um artigo que trata do terceiro segredo de fatima, liberado apenas em 2000 para o publico: "Segundo essa interpretação da Santa Sé, "o segredo consiste numa visão profética, comparável às da Sagrada Escritura, que não descrevem de forma fotográfica os detalhes dos acontecimentos futuros, mas sintetizam e condensam sobre a mesma linha de fundo factos que se prolongam no tempo numa sucessão e duração não especificadas. Em consequência, a chave de leitura do texto só pode ser de carácter simbólico."
A Irmã Lúcia, no seu encontro com o enviado do Papa, Card. Tarcisio Bertone, antes da divulgação do segredo, reafirma a sua convicção de que a visão de Fátima se refere sobretudo à luta do comunismo ateu contra a Igreja e os cristãos, e descreve o imane sofrimento das vítimas da fé no século XX.
Também segundo a Irmã Lúcia, o "bispo vestido de branco" é o Papa, ainda que a visão não pareça referir-se a um Papa específico. "
Afastado da terra
Ele pensa na fera
Que o começa a devorar
podemos interpretar que estar fora da terra seja uma metáfora, para estar com o pensamento longe, sabe aquela frase que sua vó dizia: "Cabeça vazia oficina do diabo", a fera acredito que seja uma figura de linguagem, exemplificada na frase de Hobbes: "O homem é o lobo do homem", nesse sentido o próprio homem é o causador de sua ruína, com a guerra, com fome, , com a inveja e com o ódio.
Acho que os anos
Irão se passar
Com aquela certeza
Que teremos no olho
Novamente a idéia
De sairmos do poço
Da garganta do fosso
Na voz de um cantador
penso que esse verso tem um tom de positividade, em que Zé Ramalho acredita que o povo um dia vai sair das trevas a partir da poesia critica da voz de um cantador, que pode ser o Zé Ramalho ou qualquer outro cantor ou cantora que apontam em forma de arte as mazelas do nosso Brasil e do mundo.
espero que você tenha gostado dessa analise, não deixe de se inscrever, clicar no sininho pra não perder nenhuma notificação, escreve aqui nos comentários sua opinião sobre a musica, e não esqueça de deixar seu pedido de alguma canção que você não entende a letra e seu significado, eu vou ficando por aqui, não deixe de assistir o significado de chão de giz só clicar aqui na tela, muito obrigado pela sua audiência, tchau!
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
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quarta-feira, 4 de julho de 2018
significado da musica Jesus Chorou - Racionais MCs - Análise da Letra #75
Cabe em um olho e pesa uma tonelada
Tem sabor de mar, pode ser discreta
Inquilina da dor, morada predileta
Na calada, ela vem, refém da vingança
Irmã do desespero, rival da esperança
Pode ser causada por vermes e mundanas
E o espinho da flor cruel que você ama
Amante do drama, vem pra minha cama por querer
Sem me perguntar, me fez sofrer
E eu, que me julguei forte, e eu, que me senti
Serei um fraco quando outras delas vir
Se o barato é louco e o processo é lento
No momento, deixa eu caminhar contra o vento
Do que adianta eu ser durão e o coração ser vulnerável?
O vento, não, ele é suave, mas é frio e implacável (é quente)
Borrou a letra triste do poeta (só)
Correu no rosto pardo do profeta
Verme, sai da reta, a lágrima de um homem vai cair
Esse é o seu B.O. pra eternidade
Diz que homem não chora, tá bom, falou
Não vai pra grupo, irmão, aí, Jesus chorou
[Verso 1: Mano Brown/consciência do Brown/amigo do Brown]
Porra, vagabundo, ó, vou te falar
Tô chapando, eita mundo bom de acabar
O que fazer quando a fortaleza tremeu
E quase tudo ao seu redor, melhor, se corrompeu?
— Êpa, 'pera lá, muita calma, ladrão!
Cadê o espírito imortal do Capão?
Lave o rosto nas águas sagradas da pia
Nada como um dia após o outro dia
— Quê? Quem—
— Sou eu, seu lado direito
Tá abalado, por que veio? Nêgo, é desse jeito
Durmo mal, sonho quase a noite inteira
Acordo tenso, tonto e com olheira
Na mente: sensação de mágoa e rancor
Uma fita me abalou na noite anterior:
— Cah-um! Alô?
— Alô? Aí, dorme, hein, doidão?
Mil fitas acontecendo e 'cê aí
—Que horas são?
— Meio-dia e vinte, ó
A fita é o seguinte, ó
N'é isqueirando, não, mó
Fita de um mil grau (huh!)
Ontem eu tava ali, de CB, no pião
Com um truta firmezão, 'cê tem que conhecer
Se pam, 'cê liga ele, vai saber, de repente
Ele fazia até um rap num passado recente
— Aham
— Vai vendo a fita, 'cê não acredita
Quando tem que ser, é, jão, huh, pres'tenção
Vai vendo: parei pra fumar um de remédio
Com uns moleques, lá, que, pá, traficam nos prédios
Um que chegou depois pediu pra dar uns dois
Logo um patrício, ó, novão e os carai
Fumaça vai, fumaça vem, nem chapou o coco
Se abriu que nem uma flor, ficou louco
Tava eu, mais dois trutas e uma mina
Num Tempra prata, show, filmado, ouvindo Guina
Iiiih! O bico se atacou, ó, falou uma pá de você
— Tipo o quê?
"— Esse Brown, aí, é cheio de querer ser" (ohh!)
"— Deixa ele moscar, vir cantar na quebrada
Vamos ver se é isso tudo quando vir as quadradas
Periferia nada, só pensa nele mesmo
Montado no dinheiro e 'cês, aí, no veneno
E a cara dele, truta, cada um no seu corre
Tudo pelas verdes, uns matam, outros morrem
Eu, mesmo, se eu catar a boa numa hora dessa
Vou me destacar do outro lado, depressa
Vou comprar uma house de boy, depois alugo
Vão me chamar de 'senhor', não por vulgo
Mas, pra ele, só a zona sul que é a pá
Diz que ele tira nóis, nossa cara é cobrar
O que ele quiser, nóis quer; vem que tem
Porque eu não pago pau pra ninguém"
— E eu? Só registrei, né, não era de lá
Os manos tudo só ouviu, ninguém falou um "A"
— Quem tem boca fala o que quer pra ter nome
Pra ganhar atenção das mulheres e outros homens
Amo minha raça, luto pela cor
O que quer que eu faça, é por nós, por amor
Não entende o que eu sou, não entende o que eu faço
Não entende a dor e as lágrimas do palhaço
Mundo em decomposição, por um triz
Transforma um irmão meu num verme infeliz
E a minha mãe diz:
"— Paulo, acorda, pensa no futuro, que isso é ilusão
Os próprios pretos não tão nem aí com isso, não
Ó, o tanto que eu sofri, o que eu sou, o que eu fui
A inveja mata um, tem muita gente ruim"
— Pô, mãe, não fala assim que eu nem durmo
Meu amor pela senhora já não cabe em Saturno
Dinheiro é bom, quero, sim, se essa é a pergunta
Mas dona Ana fez de mim um homem, não uma puta
Ei, você, seja lá quem for: pra semente, eu não vim
Então, sem terror
Inimigo invisível, Judas incolor
Perseguido eu já nasci, demorou
Apenas por trinta moedas, o irmão corrompeu
Atire a primeira pedra quem tem rastro meu
Cadê meu sorriso? Onde tá? É, quem roubou?
Humanidade é má e até Jesus chorou
quarta-feira, 27 de junho de 2018
significado da musica Maluco Beleza raul seixas foucault machado de assis - colab saude mental
Fala amante da música, tudo bem com você? Hoje vamos abordar a questão da saúde mental na sociedade refletindo sobre a obra de Raul Seixas, Foucault e Machado de Assis.
Para pessoas "normais", Raul Seixas, hippies e pessoas da contra cultura são malucos, Zé droguinhas, doentes, vagabundos. Partindo dessa premissa, vamos dar uma olhada sobre como Raul critica o normal; como Foucault critica a forma de tratamento da loucura; e como Machado de Assis critica relação entre a loucura e a lucidez no conto de Alienista.
Ficou meio confuso? Calma, depois da vinheta explico melhor essa ideia
Enquanto você se
esforça pra ser
Um sujeito normal
E fazer tudo igual
Enquanto você se esforça, trabalha 12h por dia para um patrão, pra ter dinheiro e muita vezes sobreviver a vida inteira enforcado em dívidas e aparências para sociedade, se esforça pra ser o "cidadão normal" que enfrenta horas no transporte, depois horas como empregado, pra ganhar uma miséria e ainda se sentir culpado
Eu do meu lado,
aprendendo a ser louco
Um maluco total
Na loucura real
A psicologia moderna percebeu que um dos fatores que contribui para a ocorrência da depressão, stresses e da própria loucura está ligado a mesmice, rotina.
Aquele sujeito que faz as mesmas coisas todos os dias, sem nenhum tipo de novidade, um robô do sistema, tem muito mais chances de desenvolver depressão e ansiedade. Nesse verso Raul provavelmente está expressando seu caminho para encontrar uma alternativa ao óbvio.
Essa diferença entre o que é ser louco e o que é ser normal lembra muito o conflito da narrativa do Alienista onde se pergunta ao leitor quem realmente é o maluco da história? As pessoas ou o Dr Bacamarte que se julgava lúcido, e depois se interna sozinho com a conclusão de ser o único louco?
Para Foucault, o que é ser louco depende de cada sociedade. Ser louco significa não ser normal, mas cada contexto histórico tem os seus próprios ideais de normalidade; portanto, o que é loucura para uma época pode ser considerado normal para outra. Quando Raul critica a pessoa que se esforça para ser normal, ele está criticando o conceito de normalidade da sociedade em que ele vive.
Acredito que Raul Seixas quis dizer nesse verso que ele não queria ser igual as pessoas normais, ele queria ser diferente, contestar o jeito normal. Ele queria literalmente respostas, que o sujeito comum não buscava mais - por isso ele está “aprendendo a ser louco”.
Controlando a
minha maluquez
Misturada com
minha lucidez
Acredito que esse controle é uma figura de linguagem de que apesar de ser taxado de louco ele tem lucidez nos seus pensamentos, na versão ao vivo ele fala disfarçando em minha lucidez que dá mais sentido ao verso, Foucault no livro história da loucura faz um estudo desde o renascimento até a modernidade sobre a evolução do tratamento de loucos. Foucault critica a forma que a medicina do século XX tratava a loucura: as pessoas que não se adequavam às normas sociais eram isoladas do convívio social em asilos e manicômios. Raul, aqui, propõe justamente o contrário: Misturar a maluquez com a lucidez, aceitar as diferenças que a fuga da normalidade pode trazer sem tentar perder totalmente uma noção de ser lúcido, de ter o “pé no chão”.
Isso traz uma reflexão não só na questão metafórica da poesia que Raul Seixas compôs junto ao amigo Cláudio Roberto: vemos também a questão extremamente pertinente que Foucault aponta com Um movimento cíclico de visão de "limpeza social" e excludente que nada mais quer do que tornar longe dos olhos o que perturba, incomoda ou é de alguma forma incompreensível. Mais ou menos a mesma coisa vemos nos usuários de drogas da Cracolândia que Dória expulsou a base de demolição e moradores de rua a base de água no dia de maior frio registrado na capital paulista, ou seja, não resolve o problema, apenas tenta esconder dos olhos da sociedade.
Vou ficar
Ficar com certeza
Maluco Beleza
E eu vou ficar
Ficar com certeza
Maluco Beleza
Acredito que Raul quer mostrar nesse refrão que ele vai com toda certeza ser diferente, não seguir um padrão imposto pela sociedade, e agindo assim ele é considerado louco. Mas ele aceita o rótulo e explora as coisas boas que essa fuga da normalidade trazem, então ele não é só maluco, mas maluco beleza.
E este caminho que
eu mesmo escolhi
É tão fácil seguir
Por não ter onde ir
A sociedade em que Raul viveu estipulava uma forma correta de viver (estudar, trabalhar, casar, ter filhos, aposentar e morrer).
Para escapar desse modelo unico, Raul falava em viver um dia de cada vez como se fosse o último, aprender algo novo todo dia, ou seja, sair da rotina, ser “leve”. Sugere a música para mim, que as pessoas normais se esforçam prá ser o padrão perfeito que a sociedade espera, mas na verdade, vivem de aparências, já o louco, o maluco, por falta de censuras é o que realmente vive bem.
Antes de continuar quero convidar vc que gostou do canal pra ajudar ele a não acabar, te convido a dar uma olhada na campanha do apoia-se, que começa em apenas 2 reais por mês, vc ajuda e ainda ganha prêmios incríveis!
Eu vou ficar
Vou ficar com
toda a certeza
Maluco, Maluco
Beleza, Beleza
Machado nos ensinou que ninguém é perfeitamente lúcido.
Também ensinou a questionar as classificações de quem é louco e quem é normal. Foucault nos ajuda, ainda hoje, a entender que essas classificações não são coisas fixas, mudam de tempos em tempos. O padrão de normalidade da toda sociedade tem defeitos, e são justamente os que fogem desse padrão que mais podem nos ajudar a resolver esses defeitos. Ao alienar essas pessoas em manicômios, não somente estamos condenando a pessoa a não poder mais pertencer à sociedade como também estamos privando a sociedade das pessoas que tem uma percepção diferente e que justamente por isso podem ajudar a sociedade de uma forma única.
E Raul nos lembrou que podemos abraçar um pouco de nossa loucura, ou seja, daquilo que a sociedade não aceita - e talvez até por isso, sermos mais felizes.
Espero que você tenha gostado, se gostou clique no like, esse projeto foi feito em parceria com o Canal Antídoto, Mimimidias, canal revisão e o podcast caixa de histórias fiz playlist com todos.
Muito obrigado pela sua audiência tchau
Referências:
agua nos moradores de rua - http://zipansion.com/1okar
demolição cracolândia - http://zipansion.com/1oke8
autor de maluco beleza - http://zipansion.com/1okk9
O Alienista - Machado de Assis - http://zipansion.com/1ol1H
História da Loucura - Foucault - http://zipansion.com/1ol2W
terça-feira, 26 de junho de 2018
Saga Crepúsculo - Stephenie Meyer PDF
livro 1:
Crepúsculo poderia ser como qualquer outra história não fosse um elemento irresistível: o objeto da paixão da protagonista é um vampiro. Assim, soma-se à paixão um perigo sobrenatural temperado com muito suspense, e o resultado é uma leitura de tirar o fôlego – um romance repleto das angústias e incertezas da juventude – o arrebatamento, a atração, a ansiedade que antecede cada palavra, cada gesto, e todos os medos. Isabella Swan chega à nublada e chuvosa cidadezinha de Forks – último lugar onde gostaria de viver. Tenta se adaptar à vida provinciana na qual aparentemente todos se conhecem, lidar com sua constrangedora falta de coordenação motora e se habituar a morar com um pai com quem nunca conviveu. Em seu destino está Edward Cullen.
Ele é lindo, perfeito, misterioso e, à primeira vista, hostil à presença de Bella o que provoca nela uma inquietação desconcertante. Ela se apaixona. Ele, no melhor estilo “amor proibido”, alerta: Sou um risco para você. Ela é uma garota incomum. Ele é um vampiro. Ela precisa aprender a controlar seu corpo quando ele a toca. Ele, a controlar sua sede pelo sangue dela. Em meio a descobertas e sobressaltos, Edward é, sim, perigoso: um perigo que qualquer mulher escolheria correr.
Nesse universo fantasioso, os personagens construídos por Stephenie Meyer – humanos ou não – se mostram de tal forma familiares em seus dilemas e seu comportamento que o sobrenatural parece real. Meyer torna perfeitamente plausível – e irresistível – a paixão de uma garota de 17 anos por um vampiro encantador.
livro 2 :
Para Bella Swan, há um coisa mais importante do que a própria vida: Edward Cullen. Mas estar apaixonada por um vampiro é ainda mais perigoso do que ela poderia ter imaginado. Edward já resgatara Bella das garras de um monstro cruel, mas agora, quando o relacionamento ousado do casal ameaça tudo o que lhes é próximo e querido, eles percebem que seus problemas podem estar apenas começando… Legiões de leitores que ficaram em transe com o best-seller Crepúsculo estão ávidos pela sequência da história de amor de Bella e Edward. Em Lua nova, Stephenie Meyer nos dá outra combinação irresistível de romance e suspense com um toque sobrenatural. Apaixonante e cheia de reviravoltas surpreendentes, essa saga de amor e vampiros segue rumo à imortalidade literária.
livro 3
Enquanto Seattle é assolada por uma sequência de assassinatos misteriosos e uma vampira maligna continua em sua busca por vingança, Bella está cercada de perigos outra vez. Em meio a isso, ela é forçada a escolher entre seu amor por Edward e sua amizade com Jacob – sabendo que essa decisão tem o potencial para reacender o conflito perene entre vampiros e lobisomens. Com a proximidade da formatura, Bella tem mais uma decisão a tomar: vida ou morte. Mas o que representará cada uma dessas escolhas? Os leitores fascinados por Crepúsculo e Lua nova vão devorar ansiosamente Eclipse – o terceiro livro da excitante saga de amor e vampiros assinada por Stephenie Meyer.
livro 4:
Estar irrevogavelmente apaixonada por um vampiro é tanto uma fantasia como um pesadelo, costurados em uma perigosa realidade para Bella Swan. Empurrada em uma direção por sua intensa paixão por Edward Cullen, e em outra por sua profunda ligação com o lobisomem Jacob Black, ela resistiu a um tumultuado ano de tentação, perda e conflito até o momento da decisão definitiva. A escolha entre fazer parte do obscuro, mas sedutor, mundo dos imortais ou permanecer vivendo como humana se tornou o marco que poderá transformar o destino dos dois clãs: vampiros e lobisomens. Agora que Bella tomou sua decisão, uma corrente de acontecimentos sem precedentes se desdobrará, com consequências devastadoras. No momento em que as feridas parecem prontas para ser cicatrizadas, e os desgastantes confrontos da vida de Bella, resolvidos, isso pode significar a destruição. Para todos. Para sempre.
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Dom Casmurro - Machado de Assis PDF
Seu personagem principal é Bento Santiago, o narrador da história que, contada em primeira pessoa, pretende “atar as duas pontas da vida”, ou seja, unir relatos desde sua mocidade até os dias em que está escrevendo o livro. Entre esses dois momentos Bento escreve sobre suas reminiscências da juventude, sua vida no seminário, seu caso com Capitu e o ciúme que advém desse relacionamento, que se torna o enredo central da trama.Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império, se inicia com um episódio que seria recente em que o narrador recebe a alcunha de “Dom Casmurro”, daí o título do romance. Machado de Assis o escreveu utilizando ferramentas literárias como a ironia e uma intertextualidade que alcança Schopenhauer e sobretudo a peça Otelo de Shakespeare.
Dom Casmurro é um romance escrito por Machado de Assis em 1899. Foi escrito para sair diretamente em livro, o que ocorreu em 1900, embora com data do ano anterior. Completa a “trilogia realista” de Machado de Assis, ao lado de Memórias Póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba, tendo sido esses dois escritos primeiramente em folhetins.
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